Ozzy Osbourne, o “Príncipe das Trevas”, morre aos 76 anos e deixa legado eterno no heavy metal
O mundo do rock está de luto. Ozzy Osbourne, o lendário vocalista do Black Sabbath e ícone absoluto do heavy metal, faleceu no dia 22 de julho de 2025, aos 76 anos, em decorrência de complicações de saúde agravadas pelo Parkinson, diagnosticado em 2019 após uma queda.

É impossível falar da história do metal sem mencionar Ozzy. Junto de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, formou o Black Sabbath na cidade de Birmingham, Inglaterra, no fim da década de 1960. A banda revolucionou o cenário musical com um som pesado e sombrio, até então inédito. Embora o surgimento do heavy metal também seja frequentemente creditado a grupos como Led Zeppelin e Deep Purple, foi o Sabbath quem consolidou o gênero, marcando seu nome como o verdadeiro pioneiro do estilo.
A expulsão de Ozzy do Black Sabbath, em 1979, devido ao abuso excessivo de drogas e álcool, abriu novos caminhos tanto para ele quanto para a banda. O Sabbath seguiria com vários vocalistas, destacando-se com o lendário Ronnie James Dio, enquanto Ozzy iniciaria uma prolífica carreira solo, revelando ao mundo guitarristas virtuosos como Randy Rhoads, Jake E. Lee e Zakk Wylde.
Nos anos 1990, com o lançamento do álbum No More Tears, Ozzy se apresentou a uma nova geração de fãs durante o auge da MTV, consolidando ainda mais sua influência. Já nos anos 2000, se tornou também um fenômeno da cultura pop com o reality show The Osbournes, exibido pela MTV, no qual o “Príncipe das Trevas” mostrou seu lado cômico e paternal ao lado da esposa Sharon e dos filhos.
Sua última apresentação nos palcos, cercada por nomes como Guns N’ Roses e Pantera (com Zakk Wylde na formação), foi um verdadeiro tributo ao seu legado. Visivelmente debilitado, Ozzy afirmou que aquela seria sua despedida — uma despedida que se confirmou agora, deixando milhões de fãs em luto pelo mundo.
A importância de Ozzy Osbourne para a música é incontestável. Ele não apenas ajudou a fundar um gênero como influenciou incontáveis artistas em todas as gerações seguintes. Agora, ele se junta ao panteão dos imortais do rock e do metal, ao lado de figuras como Lemmy Kilmister, Dio e tantos outros.
Para os que ficam, a perda é profunda. Em tempos em que o heavy metal se torna cada vez mais um gênero de nicho, como o blues e o jazz, a ausência de ídolos com o carisma e a força de Ozzy é ainda mais sentida. Seu legado, no entanto, é eterno — e seu rugido continuará ecoando pelos amplificadores das próximas gerações.

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