Crítica | O Contador 2 entrega ação, humor e acerta ao focar na dinâmica entre irmãos
O longa O Contador, lançado em 2016, apresentou ao público Christian Wolff, interpretado por Ben Affleck — um homem com transtorno do espectro autista, socialmente retraído, mas brilhante com os números e extremamente treinado em combate. Envolvido em uma conspiração fiscal, ele acaba reencontrando seu irmão perdido, Braxton (Jon Bernthal), um assassino de aluguel com quem não mantinha contato há anos.

Dirigido por Gavin O’Connor e com roteiro de Bill Dubuque, o primeiro filme apostava mais em flashbacks da infância de Wolff e em como ele usava suas habilidades para ajudar o governo americano a rastrear criminosos. Embora a crítica tenha recebido o filme de forma morna, o público abraçou a proposta, garantindo uma bilheteria de US$ 155,2 milhões — valor suficiente para cobrir os custos e viabilizar uma sequência.
Agora, em O Contador 2, a dupla O’Connor e Dubuque retorna com uma pegada que lembra os clássicos filmes de parceiros policiais dos anos 80, como Máquina Mortífera, apostando em protagonistas disfuncionais e carismáticos. A trama começa com a morte de Ray King (J.K. Simmons), antigo mentor de Wolff, e coloca a vice-diretora do Tesouro, interpretada por Cynthia Addai-Robinson, no centro de uma investigação sobre tráfico humano. Diante do caos, ela recorre novamente a Chris Wolff.
Para encarar essa nova missão, Wolff convoca seu irmão Braxton, vivido com energia por Jon Bernthal, que brilha ao trazer humor e intensidade ao longa. As diferenças entre os dois irmãos — um metódico e introspectivo, o outro impulsivo e explosivo — são exploradas com leveza, gerando momentos divertidos e de conexão emocional genuína.
A ação continua sendo um dos pontos fortes da franquia, com cenas de luta bem coreografadas e tiroteios envolventes. No entanto, a grande sacada do filme está justamente no aprofundamento da relação entre os irmãos, que torna o enredo mais envolvente e humano.
O Contador 2 não apenas supera seu antecessor como abre portas para uma possível franquia duradoura. Com carisma, ritmo e equilíbrio entre humor e ação, o filme encontra sua própria identidade dentro do gênero. Se continuar investindo na química entre Wolff e Braxton, há espaço para ir ainda mais longe.
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